Alliye de Oliveira, artista do mundo

Do Maranhão para a França, de Paris para o mundo.

Alliye de Oliveira, natural de Caxias-MA, é cantora, compositora e produtora de seus próprios lançamentos fonográficos. Em 2004, começou sua trajetória musical em Paris, na França, cidade que escolheu para viver sem muitos planos, além dos de aprender um idioma estrangeiro, trabalhando como fille au pair, ou seja, baby-sitter. Conheceu um músico francês com o qual se casou, e deu início ao desenvolvimento de um projeto autoral. A aventura lhe valeu um divórcio, mas sobretudo, a experiência de trabalhar com artistas renomados internacionalmente, realizar turnês intercontinentais e ser apontada como uma das grandes artistas brasileiras da nova geração. Mas isso, lá na Europa entre 2006 e 2014, sob o olhar acurado de dois importantes cronistas musicais franceses: Rémy Kolpa Kopoul (rádio Nova) e Véronique Mortaigne (jornal Le Monde). 

A artista deixa o exílio promissor e, por saudades, retorna ao Brasil, tendo aqui ainda pouquíssimas oportunidades. Enquanto isso, afirmou seu senso autodidata para a música tocando na mais simples aparelhagem sonora, em abertura de shows, como o que fez para ninguém menos que a também maranhense, Alcione, ao tradicional voz e violão. Este formato acústico é sua linguagem atual e direta para pequenas plateias em locais sofisticados de cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, onde reside há pouco tempo. Pois além de destilar bom gosto com suas autorais brasileiríssimas e algumas vezes engajadas, a demoiselle e ex-parisiense defende com elegância, sofisticação e autenticidade, pérolas da chanson francesa, tendo sido inclusive convidada a participar, ao vivo, de um dos quadros do programa do Ratinho, no SBT, cantando sua própria versão francesa para o clássico samba "Flor de Lis", do alagoano Djavan. Alliye dá continuidade ao seu projeto musical no Brasil, construindo cuidadosamente um público fiel e cativo, através de postagens regulares nas redes sociais. Com uma infra-estrutura mínima, ela toca em frente a sua vida, criando uma expressão musical e artística extremamente pessoal, distante dos clichês regionalistas ou nacionalistas que tanto confundem. A moça tem garra e personalidade, faz o que lhe der na telha, mesmo que isto lhe custe o sacrifício do recomeço. Faz música com a alma e não economiza em graça e sensibilidade. 

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